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Voltalia obtém aval para complexo eólico de 270 MW na Bahia em meio a reestruturação global

Voltalia obtém aval para complexo eólico de 270 MW na Bahia em meio a reestruturação global

Projeto autorizado pela Aneel avança sem contrato de venda de energia enquanto grupo francês corta custos e reduz portfólio.

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A Aneel autorizou a Voltalia a implantar o complexo eólico Dom Basílio, com 270 MW de capacidade instalada, no município de Rio de Contas. O empreendimento será composto por seis parques eólicos e operará sob o regime de produção independente de energia (PIE), com concessão de 35 anos.

Apesar do avanço regulatório, o projeto ainda não possui contrato de venda de energia (PPA) divulgado, o que adiciona incerteza ao cronograma de implantação em um momento de maior seletividade no mercado.

A autorização ocorre em paralelo a um processo de reestruturação global da companhia francesa, que enfrenta pressão financeira e revisa sua estratégia. Entre as medidas anunciadas estão a redução de cerca de 10% da força de trabalho e o corte de aproximadamente 30% no portfólio de desenvolvimento.

O movimento indica uma busca por maior disciplina de capital e priorização de ativos, ao mesmo tempo em que a empresa mantém presença em mercados estratégicos como o Brasil, onde o potencial eólico segue relevante, especialmente no Nordeste.

A Voltalia não é uma novata no cenário de energia renovável; a empresa, inclusive, foi recentemente indicada como a que mais emitiu certificados REC Brazil em 2024, atestando seu compromisso com a sustentabilidade e a energia verde. Essa expertise e histórico reforçam a confiança na capacidade da companhia de entregar um projeto dessa magnitude, contribuindo de forma expressiva para a matriz energética brasileira, já tão dependente de fontes renováveis.

Voltalia avalia vender unidade de serviços para reduzir dívida e reforçar caixa

A Voltalia está analisando a venda de sua divisão de construção e manutenção de parques solares e eólicos, como parte de um plano para reduzir o endividamento e fortalecer a posição financeira. Segundo a Bloomberg, a empresa já conversa com assessores para uma possível alienação da Renvolt, braço responsável por projetos para terceiros e operação de ativos na Europa e África.

O processo ainda está em fase inicial, e a companhia pode optar por vender integral ou parcialmente o negócio. A iniciativa faz parte de um programa mais amplo de desinvestimentos, que pode alcançar até 350 milhões de euros até 2027, focado na saída de ativos considerados não estratégicos.

Apesar do movimento, a Renvolt apresentou forte desempenho recente, com crescimento de 80% no EBITDA em 2025, somando 20,3 milhões de euros, impulsionado pela expansão de projetos em mercados como Espanha e Irlanda.

A reestruturação ocorre em meio a pressões sobre a rentabilidade da empresa, afetada por cortes na geração no Brasil, aumento de custos e maior competição no setor. As ações da Voltalia acumulam perdas relevantes nos últimos anos, destoando do desempenho do mercado global de energia limpa.

Como parte do ajuste, a companhia também anunciou a redução de cerca de 10% da força de trabalho e revisão de operações em diversos países. Ainda assim, mantém a expectativa de financiar seu crescimento até 2030 sem aumento de capital e retomar o pagamento de dividendos a partir de 2028.

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