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Vivo amplia liderança no 5G no Brasil, enquanto Claro perde participação e TIM mantém força no pré-pago
Crescimento da nova geração móvel redefine liderança entre operadoras, amplia competição regional e fortalece alianças estratégicas com fornecedores globais de infraestrutura
A expansão do 5G no Brasil começa a redesenhar o mapa da competição entre as três maiores operadoras de telefonia móvel do país. Dados de janeiro de 2026 indicam que a Vivo ampliou sua liderança no mercado de acessos de quinta geração, enquanto Claro e TIM Brasil disputam espaço com estratégias distintas de cobertura, planos e parcerias tecnológicas.
Segundo os números mais recentes, a Vivo atingiu 40,2% de participação no mercado 5G em janeiro de 2026, acima dos 37,1% registrados em janeiro de 2023. A Claro recuou no mesmo período, passando de 37,6% para 35,6%, enquanto a TIM apresentou queda mais moderada, de 25,3% para 23,5%.
O avanço da Vivo está fortemente associado à sua estratégia de expansão de rede e foco em clientes de maior valor. No segmento pós-pago, a operadora lidera com 46,1% do mercado, o equivalente a 19,6 milhões de acessos 5G. A Claro aparece em segundo lugar, com 36,2% e 16,4 milhões de clientes, enquanto a TIM soma 19,8%, com 8,9 milhões de acessos.
Estratégias distintas na disputa pelo 5G
Apesar da liderança da Vivo, a disputa entre as operadoras permanece acirrada. Cada companhia tem adotado estratégias diferentes para capturar mercado na nova geração de conectividade.
A Claro, por exemplo, tem investido fortemente em capacidade de rede e integração com serviços de banda larga e TV, aproveitando a infraestrutura de fibra óptica e a base consolidada de clientes do grupo América Móvil. A operadora mantém liderança em capitais importantes como Rio de Janeiro (43,5%), Brasília (45,3%) e Campo Grande (45,5%).
Já a TIM aposta em uma estratégia mais agressiva no segmento pré-pago, no qual lidera com 34,9% de participação e 5,1 milhões de acessos 5G. A empresa tem focado em ampliar cobertura e competitividade de planos, especialmente em regiões metropolitanas e cidades médias.
Nesse cenário, a Vivo mantém vantagem em capitais de grande consumo de dados, como São Paulo (40,2%), Belo Horizonte (47%) e Porto Alegre (48,4%), reforçando sua presença em mercados com maior demanda por conectividade de alta velocidade.
Fornecedores globais disputam infraestrutura
Por trás da competição entre as operadoras está uma disputa igualmente estratégica entre os grandes fornecedores globais de equipamentos de telecomunicações. Empresas como Huawei, Nokia e Ericsson são responsáveis por boa parte da infraestrutura que sustenta as redes 5G no país.
A Huawei mantém presença relevante na rede de várias operadoras brasileiras, oferecendo soluções completas de rádio, core de rede e antenas de alta capacidade. A companhia chinesa consolidou-se como uma das principais fornecedoras do setor ao longo da última década, especialmente pela competitividade de seus equipamentos e pela rapidez na implantação.
Já a Nokia tem ampliado sua participação na modernização de redes e na implantação de tecnologias de Open RAN e virtualização de redes, que permitem maior flexibilidade e integração com serviços digitais. A empresa finlandesa também tem buscado reforçar presença em projetos voltados a redes privadas e aplicações industriais de 5G.
Nova fase da competição digital
A corrida pelo 5G vai além da disputa por usuários de telefonia móvel. As operadoras veem a nova tecnologia como plataforma para novos mercados, incluindo internet das coisas (IoT), redes privadas para indústrias, cidades inteligentes e aplicações baseadas em inteligência artificial.
Nesse contexto, a capacidade de investimento em infraestrutura e as parcerias tecnológicas com fornecedores globais tornam-se fatores decisivos para determinar quais operadoras conseguirão capturar maior valor na próxima fase da economia digital.
Analistas do setor avaliam que, à medida que o 5G se expande para cidades médias e regiões metropolitanas, a competição entre Vivo, Claro e TIM deve se intensificar ainda mais, transformando o mercado brasileiro em um dos principais campos de disputa tecnológica da América Latina.

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