Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência.
Suno Asset acelera investimentos em energia solar e compra 20 usinas de GD por R$ 436 milhões
Fundo SNEL11 amplia presença nacional, soma 87,5 MWp em ativos fotovoltaicos e reforça aposta na geração distribuída
O fundo imobiliário Suno Energias Limpas (SNEL11), gerido pela Suno Asset, anunciou a aquisição de 20 projetos de geração distribuída (GD) solar pelo valor total de R$ 436,2 milhões, em mais um movimento estratégico de expansão no setor de energia renovável no Brasil.
As usinas fotovoltaicas somam 87,5 megawatts-pico (MWp) de capacidade instalada e estão distribuídas por 22 cidades em sete Estados: Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco, além do Distrito Federal, ampliando significativamente a presença geográfica do fundo.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a operação apresenta Taxa Interna de Retorno (TIR) Real projetada de 14,44% ao ano, calculada pela média ponderada dos custos de aquisição dos ativos e já líquida dos custos do fundo, desconsiderando a inflação contratual.
Com as novas aquisições, os ativos passam a acrescentar cerca de 153.460 megawatts-hora (MWh) por ano à capacidade de geração do portfólio. Ao todo, o SNEL11 passa a contar com 37 projetos de geração distribuída solar em operação ou desenvolvimento.
De acordo com o diretor de investimentos da Suno Asset, Vitor Duarte, a estratégia do fundo está concentrada na aquisição de usinas fotovoltaicas de até 5 MW cada, que são alugadas para empresas organizadoras de consórcios responsáveis pela gestão dos créditos de GD.
Nesse modelo, a energia não consumida pelo gerador é convertida em créditos de desconto na conta de luz, que podem ser utilizados dentro da área de concessão da distribuidora local, tornando o sistema atrativo tanto para investidores quanto para consumidores finais.
O executivo explicou ainda que, apesar de o fundo atuar exclusivamente com GD solar, a gestora avalia oportunidades em outras fontes renováveis, como hidrelétrica e biomassa, desde que enquadradas no modelo de geração distribuída.
“Queremos diversificar a matriz, mas tudo dentro da GD, porque nosso objetivo é permanecer como um fundo imobiliário”, afirmou Duarte à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Recentemente, o fundo captou R$ 622 milhões e hoje acumula um valor de mercado próximo de R$ 950 milhões. A aquisição dos novos ativos envolveu sete diferentes vendedores, que reinvestiram parte relevante dos recursos no próprio fundo, tornando-se cotistas do SNEL11.
Segundo Duarte, todos os ativos adquiridos são classificados como GD0 e GD1, categorias que mantêm a isenção da tarifa fio até 2045, conforme estabelecido pelo marco legal da geração distribuída, aprovado em 2023. Após esse período, a legislação prevê uma transição gradual para a contribuição tarifária dos empreendimentos.
Sobre o avanço das discussões relacionadas a curtailment (cortes de geração), o diretor reconhece a existência de pressões de outros segmentos do setor elétrico, mas ressalta que qualquer mudança no tratamento da GD traria insegurança jurídica significativa.
GD x Mercado Livre: modelos com propostas distintas
Em relação à futura abertura total do mercado livre de energia, Duarte avalia que a migração deve ocorrer principalmente entre consumidores de maior porte. Para o pequeno consumidor, no entanto, a geração distribuída segue sendo mais simples e eficiente.
“A fricção de ir para o mercado livre é muito grande. É como investir na Bolsa. Você vai virar trader de energia para economizar R$ 50 por mês? Não faz sentido. Na GD, o consumidor apenas recebe os créditos, sempre um pouco mais baratos que a energia cativa”, concluiu.

 (1140 x 100 px).png)
.png)


 (750 x 100 px) (750 x 80 px).png)









