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Projeto piloto leva ônibus a hidrogênio verde às ruas de Brasília em rota turística
Parceria entre Neoenergia, TEVX e Governo do Distrito Federal leva tecnologia de emissão zero à capital, com operação inicial voltada ao turismo.
Brasília passou a integrar, nesta semana, o mapa global de iniciativas de transporte de baixa emissão com a entrada em operação do primeiro ônibus comercial movido a hidrogênio verde no Brasil. O projeto reúne a Neoenergia, a TEVX e o Governo do Distrito Federal, em uma iniciativa que combina inovação tecnológica, turismo e política pública.
O veículo foi apresentado em Taguatinga, onde também está localizada a infraestrutura de abastecimento e produção do combustível. Equipado com célula a combustível, o ônibus converte hidrogênio em eletricidade por meio de reação com o oxigênio, emitindo apenas vapor d’água. Com capacidade para 71 passageiros, o modelo alcança autonomia de cerca de 300 quilômetros e pode ser reabastecido em até 15 minutos, desempenho comparável ao de veículos convencionais, mas com impacto ambiental significativamente menor.
A operação inicial terá caráter demonstrativo e turístico. O ônibus percorrerá a chamada Rota Monumental, conectando pontos icônicos da capital federal, como a Catedral Metropolitana e a Praça dos Três Poderes. Os passeios começam, neste primeiro momento, com uma rota aos sábados às 10h. Caso a demanda aumente, há possibilidade de incluir também rotas aos domingos e as sextas-feiras no calendário, totalizando três dias na semana de rota. Para participar do passeio, basta reservar gratuitamente pelo site https://linktr.ee/SeturDF
Para a Neoenergia, o projeto reforça a estratégia de posicionamento em cadeias de energia limpa e inovação. Segundo executivos da companhia, a iniciativa contribui para acelerar a eletrificação da economia e abre caminho para aplicações mais amplas do hidrogênio verde no país, especialmente em setores de difícil descarbonização.
A base operacional do projeto está ancorada na usina de hidrogênio verde instalada em Taguatinga, viabilizada com investimentos superiores a R$ 30 milhões no âmbito do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Agência Nacional de Energia Elétrica. Além de abastecer o ônibus, a estrutura funcionará como um centro de pesquisa voltado ao desenvolvimento de novas aplicações do combustível, incluindo sua expansão para o transporte público em larga escala e usos industriais.
Ao integrar mobilidade, inovação e turismo, Brasília passa a se posicionar como um laboratório urbano para tecnologias de baixo carbono. Em um cenário de crescente pressão por descarbonização, projetos como este tendem a ganhar relevância estratégica, tanto para o setor elétrico quanto para a agenda industrial brasileira.

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