Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência.
Produção de petróleo e gás no Brasil atinge recorde histórico em 2025 e supera 5 milhões de boe/d em dezembro
Avanço do pré-sal, novos poços e maior eficiência operacional consolidam o país entre os maiores produtores globais de energia.
O Brasil encerrou 2025 com o maior volume de produção de petróleo e gás natural de sua história, reforçando sua posição estratégica no cenário energético global. Pela primeira vez, a produção nacional ultrapassou a marca de 5 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) no mês de dezembro, impulsionada principalmente pelo avanço dos projetos no pré-sal e por ganhos consistentes de eficiência operacional.
De acordo com o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado nesta segunda-feira (2/1), a produção média anual de 2025 alcançou 4,897 milhões de boe/d, crescimento de 12,7% em relação ao recorde anterior, registrado em 2023, e de 13,3% na comparação com 2024. O desempenho reflete a entrada de novos poços, a maturação de grandes campos offshore e a ampliação da capacidade produtiva nas principais bacias marítimas do país.
O resultado ocorre em um momento estratégico para o setor energético brasileiro, marcado pelo aumento da demanda interna, pela expansão da infraestrutura de gás natural e pelo fortalecimento do Brasil como exportador relevante de petróleo, em meio à transição da matriz energética global.
No segmento de petróleo, a produção média nacional em 2025 atingiu 3,770 milhões de barris por dia (bbl/d), estabelecendo um novo recorde histórico. O volume representa uma alta de 12,3% em relação a 2024, quando a produção foi de 3,358 milhões de bbl/d.
A expansão foi liderada pelos campos do pré-sal da Bacia de Santos, que concentram os ativos mais produtivos do país. O desempenho reforça a relevância do offshore brasileiro para o equilíbrio fiscal da União, já que a arrecadação de royalties e participações especiais permanece fortemente atrelada à produção de óleo.
O crescimento mais expressivo em 2025 veio da produção de gás natural. A média anual alcançou 179 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), avanço de 17% em relação a 2024, quando o volume foi de 153 milhões de m³/d.
O desempenho reforça o papel do gás natural como energético de transição no Brasil, impulsionado pela expansão do mercado livre, pelo aumento do consumo industrial e pela função estratégica do insumo na garantia de flexibilidade ao sistema elétrico, diante da maior participação de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.
Do ponto de vista regulatório, o aumento da oferta dialoga com os efeitos da Nova Lei do Gás e com o processo de abertura do mercado, embora desafios relacionados à infraestrutura de escoamento, processamento e transporte sigam no centro do debate setorial.
Em 2025, os reservatórios do pré-sal responderam, em média, por 79,63% da produção total brasileira de petróleo e gás. As áreas do pós-sal representaram 15,45%, enquanto a produção terrestre ficou com 4,92%.
A elevada concentração evidencia a dependência estrutural do país em relação ao pré-sal e reforça a importância de investimentos contínuos em exploração, desenvolvimento de campos e na entrada de novas unidades de produção flutuantes (FPSOs).
Dezembro registra produção acima da média anual
No último mês de 2025, a produção nacional atingiu 5,237 milhões de boe/d, superando a média do ano. O volume incluiu 4,015 milhões de bbl/d de petróleo, crescimento de 6,4% frente a novembro e de 17,4% na comparação com dezembro de 2024.
A produção de gás natural em dezembro chegou a 194,33 milhões de m³/d, avanço de 6,4% em relação ao mês anterior e de 20,6% na comparação anual.
A produção total do pré-sal no mês alcançou 4,164 milhões de boe/d, o equivalente a 79,5% da produção nacional, com extração realizada por 175 poços em operação.
Outro destaque do boletim foi o alto índice de aproveitamento do gás natural. Em dezembro, 97,5% do volume produzido foi efetivamente utilizado, com 64,53 milhões de m³/d disponibilizados ao mercado. A queima ficou em 4,86 milhões de m³/d, representando uma redução de 14,8% em relação a novembro e de 14% na comparação anual.
O resultado sinaliza avanços operacionais e maior integração entre produção e infraestrutura de escoamento.
Offshore e Petrobras concentram a produção nacional
A produção brasileira segue fortemente concentrada no ambiente offshore. Em dezembro, os campos marítimos responderam por 97,9% do petróleo e 86,5% do gás natural produzidos no país.
Os campos operados pela Petrobras, isoladamente ou em consórcio, foram responsáveis por 90,03% da produção total, com origem em 6.048 poços, sendo 547 marítimos e 5.501 terrestres. Entre os campos, Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, manteve a liderança nacional, com 838,98 mil bbl/d de petróleo e 41,79 milhões de m³/d de gás natural em dezembro.
Já a instalação com maior produção de petróleo foi a FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, com 238.960 bbl/d, enquanto a liderança no gás natural ficou com a FPSO Guanabara, no campo de Mero, com 12,10 milhões de m³/d. Esses ativos são considerados pilares do planejamento estratégico da Petrobras e de seus parceiros para a próxima década.

 (1140 x 100 px).png)
.png)


 (750 x 100 px) (750 x 80 px).png)









