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Problemas no fornecimento de energia afetam segurança de medicamentos no Brasil
Insulina e medicamentos biológicos exigem controle rigoroso de temperatura.
O INEM e a Proteção Civil de Portugal alertam que a falha de energia pode comprometer a eficácia de medicamentos essenciais, como a insulina que precisam de refrigeração e apela à população para vigiar sinais de perda de controlo da doença.
O alerta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), publicados nas respetivas redes socais, surge na sequência das falhas de eletricidade em várias zonas do país devido ao mau tempo que deixou 86 mil pessoas sem energia elétrica nesta semana. Segundo as organizações, a perda do frio adequado pode levar à redução do efeito terapêutico com impacto na segurança dos doentes.
"Nem sempre existem sinais visíveis de alteração, mas a perda do efeito terapêutico pode colocar o doente em risco", alertam. Os riscos associados à alteração dos medicamentos são "a diminuição ou ausência do efeito do medicamento, descompensação de doenças crónicas e agravamento súbito do estado clínica".
O INEM e a Proteção Civil explicam que alguns medicamentos habitualmente guardados nos frigoríficos podem perder eficácia se a temperatura não for mantida entre 2 e 8 graus celsius, nomeadamente insulina, medicamentos biológicos injetáveis, algumas hormonas injetáveis, antibióticos líquidos reconstituídos e alguns colírios.
Aconselham ainda que, no caso de falha de frio, os medicamentos devem ser conservados em local fresco, seco e protegidos da luz, nunca devem ser congelados, e os doentes devem vigiar sinais de perda de controlo da doença.
Desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, dez pessoas morreram em Portugal e centenas de outras ficaram feridas ou desalojadas. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Quedas no fornecimento elétrico em São Paulo e na Região Sul
No Brasil, especialmente no estado de São Paulo e em cidades da Região Sul, as falhas no fornecimento de energia elétrica têm sido recorrentes em períodos de chuvas intensas e temporais. Essas interrupções afetam diretamente a conservação de medicamentos que dependem de refrigeração, colocando em risco a eficácia de tratamentos essenciais.
Diante desse cenário, a orientação é manter os medicamentos refrigerados no local mais fresco possível da residência, protegidos da luz e longe de fontes de calor, evitando abrir a geladeira com frequência. Em nenhuma hipótese os medicamentos devem ser congelados. Caso a interrupção de energia seja prolongada, o paciente deve observar atentamente sinais de descontrole da doença e não utilizar o medicamento sem orientação profissional.
Em situações de dúvida, é fundamental procurar uma unidade de saúde, entrar em contato com um médico ou farmacêutico, ou buscar apoio nos canais oficiais do sistema público de saúde. Em casos de emergência, o atendimento deve ser acionado imediatamente pelos números 192 (SAMU) ou 193 (Corpo de Bombeiros).
Refrigeradores portáteis de insulina ajudam a manter tratamento durante apagões
Diante das frequentes falhas no fornecimento de energia elétrica, o uso de refrigeradores portáteis de insulina surge como uma alternativa importante para garantir a conservação adequada do medicamento. Esses dispositivos foram desenvolvidos para manter a insulina dentro da faixa de temperatura segura, geralmente entre 2 °C e 8 °C, mesmo durante quedas de energia ou deslocamentos prolongados.
Existem modelos que funcionam com baterias recarregáveis, gelo reutilizável ou sistemas de resfriamento térmico, permitindo que o paciente mantenha o medicamento protegido por várias horas ou até dias, dependendo do equipamento. Essa solução é especialmente útil para quem mora em regiões com instabilidade elétrica ou precisa transportar a insulina no dia a dia.
Especialistas reforçam que, mesmo com o uso de refrigeradores portáteis, é fundamental seguir as orientações do fabricante e nunca congelar a insulina. Em caso de dúvida sobre a conservação ou eficácia do medicamento após um período sem refrigeração, o paciente deve procurar um profissional de saúde antes de utilizá-lo.

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