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Nissan aposta em mobilidade solar e testa SUV elétrico que se carrega ao sol
Ariya experimental combina eletrificação e energia fotovoltaica para ampliar autonomia e reduzir recargas.
A Nissan deu mais um passo rumo ao futuro da mobilidade sustentável ao apresentar um conceito experimental do SUV elétrico Ariya com painéis solares integrados à carroceria. A proposta é simples e ousada: permitir que o próprio veículo gere parte da energia que consome, aproveitando a luz do sol durante a condução ou mesmo quando está estacionado.
O projeto explora a integração direta de energia solar em veículos elétricos, reduzindo a dependência da infraestrutura de recarga e aumentando a autonomia no uso diário, especialmente em trajetos urbanos.
Painéis solares integrados à carroceria
O protótipo do Nissan Ariya conta com cerca de 3,8 m² de painéis fotovoltaicos de alta eficiência, instalados no capô, no teto e na tampa do porta-malas. A energia gerada é enviada diretamente para a bateria do veículo, sem a necessidade de sistemas externos. Em condições ideais de incidência solar, o sistema pode fornecer até 23 km adicionais de autonomia por dia, contribuindo de forma relevante para deslocamentos curtos e rotinas urbanas.
Os testes em ambiente real reforçam o potencial da tecnologia:
- Em cenários ideais, o veículo pode ganhar até 23 km de autonomia diária apenas com energia solar;
- Em cidades com alta exposição solar, como Lisboa, a média diária fica entre 17,5 e 18 km;
- A produção média anual varia conforme a localização: Londres: 10,2 km/dia/ Lisboa: 17,8 km/dia/ Nova Deli: 18,9 km/dia/ Dubai: 21,2 km/dia;
- Dependendo do perfil de uso, os condutores conseguem reduzir a frequência de recarga entre 35% e 65%;
- Em uma viagem de duas horas e 80 km, o sistema pode gerar cerca de 0,5 kWh, adicionando até 3 km extras de autonomia limpa.
O conceito tem implicações importantes para mercados onde os pontos de carregamento ainda são limitados. Ao aproveitar o sol como fonte complementar de energia, os condutores ganham mais autonomia, menor custo de operação e maior flexibilidade, simplesmente estacionando o veículo em áreas ensolaradas.
Segundo a Nissan, a iniciativa reforça o compromisso da marca com a neutralidade de carbono até 2050, unindo eletrificação e fontes renováveis de forma integrada.
Parceria com a Lightyear e testes de longa distância
O projeto nasceu de uma pergunta provocadora: “E se os veículos elétricos pudessem se carregar sozinhos?” A resposta veio por meio de uma parceria com a Lightyear, empresa holandesa especializada em mobilidade solar, responsável pela tecnologia avançada dos painéis fotovoltaicos.
Em testes de longa distância, incluindo uma viagem de 1.550 km entre os Países Baixos e Barcelona, o Ariya solar reduziu o número de paradas para recarga de 23 para apenas 8, considerando um perfil anual de 6.000 km rodados.
Outras montadoras também apostam em carros movidos a energia solar
A Nissan não está sozinha nessa corrida. Algumas montadoras e startups já testaram ou lançaram modelos com integração solar, como:
- Lightyear 0: veículo elétrico holandês com painéis solares integrados de fábrica, capaz de gerar até 70 km por dia em condições ideais;
- Hyundai Sonata Hybrid Solar Roof: versão híbrida com teto solar que ajuda a recarregar a bateria auxiliar;
- Toyota Prius Solar: equipado com painéis no teto para alimentar sistemas elétricos e aumentar a eficiência;
- Aptera: startup americana que desenvolveu um veículo ultraleve capaz de rodar centenas de quilômetros apenas com energia solar.
Esses exemplos mostram que a mobilidade solar deixa de ser conceito futurista e passa a ocupar um espaço cada vez mais real na transição energética do setor automotivo.

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