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Minas Gerais e São Paulo: os estados que transformam energia solar em grandes oportunidades de negócio

Minas Gerais e São Paulo: os estados que transformam energia solar em grandes oportunidades de negócio

Com políticas públicas, investimentos bilionários e inovação, estados se consolidam como protagonistas do mercado solar e puxam a transição energética nacional

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O Brasil vive uma transformação energética acelerada e a energia solar desponta como uma das principais fontes da matriz elétrica nacional. Minas Gerais e São Paulo se destacam como exemplos de estados que investem em energias renováveis e servem de referência para o mercado solar no país.

Dados do setor indicam que o país já ultrapassou 60 GW de capacidade fotovoltaica instalada, consolidando a energia solar como um dos pilares da geração elétrica brasileira. Dentro desse cenário, São Paulo lidera nacionalmente em geração distribuída, com cerca de 5,8 GW conectados diretamente aos consumidores, enquanto Minas Gerais conta com aproximadamente 4,9 GW nessa modalidade, segundo registros do setor.

Minas Gerais: liderança nacional e estímulo público

Minas Gerais tem se consolidado como o maior produtor de energia solar centralizada do Brasil, registrando mais de 10 GW de potência fiscalizada em energia solar fotovoltaica, fruto de um crescimento superior a 1600% desde 2019 com o programa Sol de Minas. Nesse período, os investimentos privados no setor saltaram de cerca de R$ 6,9 bi para mais de R$ 70 bi, com geração expressiva de empregos e atração de investimentos em todas as regiões do estado.

O governador Romeu Zema tem destacado a importância de tornar Minas um polo de energia limpa e sustentável. “Desde o início da nossa gestão, temos trabalhado para incentivar e atrair novos investimentos para esse setor. Reunimos, aqui em Minas, a maior concentração de usinas fotovoltaicas do país”, afirmou Zema em cerimônia que marcou o marco de 10 GW de potência solar instalada, um recorde que coloca o estado à frente inclusive de vários países em capacidade instalada.  

Entre as ações apontadas pelos líderes estaduais estão incentivos fiscais, a simplificação do licenciamento ambiental, o apoio à capacitação de gestores municipais e linhas de crédito específicas para projetos solares, que contribuíram diretamente para atrair projetos de desenvolvimento sustentável e ampliar a base produtiva local.

São Paulo: inovação e investimento contínuo

Em São Paulo, a busca por soluções tecnológicas e investimentos estratégicos também está no centro das políticas públicas. O governo de Tarcísio de Freitas anunciou um pacote de investimentos de aproximadamente R$ 480 milhões em energia renovável até 2026, destacando a inauguração da maior usina solar flutuante do país na Represa Billings, projeto que exemplifica a integração de inovação e sustentabilidade no planejamento energético do estado.

“Temos o compromisso de criar políticas que promovam a transição energética sustentável e estimulem a adoção de tecnologias limpas. São Paulo tem um vasto terreno para a expansão dos investimentos em energia verde e queremos liderar esse processo no Brasil”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas ao apresentar a usina solar flutuante, um marco de geração limpa que deve gerar dezenas de gigawatts ao longo dos próximos anos.

A tradição econômica e industrial do estado, somada à sua capacidade de atrair capital privado e fomentar projetos que conectam energia renovável à cadeia produtiva, fortalece a posição de São Paulo como polo de inovação e liderança no setor solar fotovoltaico.

A visão da ABSOLAR: crescimento, desafios e futuro do setor

A ABSOLAR, que reúne empresas e entidades do setor, tem acompanhado de perto essa trajetória de expansão. Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, “a energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores”.

Além disso, em evento recente, Sauaia destacou que “a ABSOLAR sempre estará disposta a enfrentar os desafios do setor”, destacando a importância de políticas públicas claras e incentivos que mantenham o Brasil no caminho de fazer da energia solar a principal fonte da matriz elétrica nacional.

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, complementa essa visão: “Energia elétrica competitiva e limpa é fundamental para o país recuperar a sua economia e conseguir crescer. A fonte solar é parte desta solução e um verdadeiro motor para gerar oportunidades, novos empregos e renda aos cidadãos”.

Impactos socioeconômicos e ambientais

A atuação conjunta de Minas Gerais e São Paulo no mercado solar tem efeitos positivos em várias frentes:

  • Redução de custos energéticos para consumidores residenciais, comerciais e industriais;
  • Geração de empregos qualificados e atração de investimentos em regiões interioranas e metropolitanas;
  • Contribuição significativa para a descarbonização da matriz energética brasileira;
  • Fortalecimento do desenvolvimento tecnológico em energia renovável.

Os exemplos dos dois estados mostram que, com políticas públicas claras, incentivos bem estruturados e visão de longo prazo, é possível acelerar a transição energética e consolidar a liderança no setor solar, com benefícios econômicos, sociais e ambientais para todo o Brasil.

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