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Megaprojetos fotovoltaicos passam de 20 GW e redesenham o mapa energético do Brasil

Megaprojetos fotovoltaicos passam de 20 GW e redesenham o mapa energético do Brasil

Com forte concentração no Nordeste e Sudeste, setor pede investimentos em transmissão e armazenamento.

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O avanço da energia solar centralizada no Brasil entrou em uma nova fase. As grandes usinas fotovoltaicas já superaram a marca de 20 gigawatts (GW) de potência instalada, consolidando o País como um dos mercados mais dinâmicos do mundo nesse segmento, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Desde 2012, os empreendimentos de grande porte atraíram cerca de R$ 87,7 bilhões em investimentos, impulsionaram a criação de mais de 601 mil empregos verdes e garantiram aproximadamente R$ 29 bilhões em arrecadação de tributos. Quando somada à geração distribuída, presente em telhados, fachadas e pequenos terrenos, a fonte solar já alcança 63 GW de potência instalada no território nacional.

Apesar do crescimento expressivo, o setor enfrenta obstáculos. A Absolar alerta para os cortes de geração sem compensação financeira impostos a usinas solares centralizadas, fator que pode desacelerar a transição energética e reduzir a atratividade de novos projetos.

Nordeste e Sudeste dominam a geração centralizada

As usinas solares de grande porte estão presentes em todos os estados brasileiros, mas a capacidade instalada segue fortemente concentrada em duas regiões. O Nordeste responde por cerca de 52% da potência, impulsionado pela alta irradiação solar e disponibilidade de áreas, enquanto o Sudeste concentra aproximadamente 46,8%, ancorado na proximidade com grandes centros consumidores. As demais regiões têm participação ainda modesta: Sul (0,5%), Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal (0,28%), e Norte (0,26%).

Ranking dos estados com maior potência em usinas solares de grande porte

Com base no panorama setorial divulgado pela Absolar, os estados que lideram a geração solar centralizada no País são:

  • Minas Gerais – Destaque nacional, combina grande número de projetos e forte integração com o sistema elétrico.
  • Bahia – Referência no Nordeste, com extensos parques solares em operação.
  • Piauí – Crescimento acelerado e alta competitividade dos empreendimentos.
  • São Paulo – Forte demanda energética e expansão de projetos próximos aos centros de consumo.
  • Ceará – Irradiação elevada e presença consolidada de usinas de grande porte.
  • Rio Grande do Norte – Tradicional em renováveis, amplia sua participação também na solar.

Planejamento, transmissão e baterias no centro do debate

Para o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, a energia solar centralizada é estratégica para garantir eletricidade limpa, competitiva e confiável, especialmente em períodos de calor intenso, aumento do consumo e níveis mais baixos dos reservatórios hidrelétricos.

A entidade defende a modernização do planejamento elétrico, com prioridade para novas linhas de transmissão e para a incorporação de sistemas de armazenamento de energia. “Ao combinar usinas fotovoltaicas com baterias, o Brasil ganha em segurança operativa, confiabilidade no suprimento e avança de forma consistente no cumprimento de seus compromissos ambientais internacionais”, afirma Sauaia.

Com o sol como aliado e desafios estruturais pela frente, a corrida pela energia solar centralizada segue como um dos eixos centrais da transformação do setor elétrico brasileiro.

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