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Forte calor impulsiona aumento do consumo de energia no Brasil em 2025 e início de 2026
Altas temperaturas elevam uso de ar-condicionado e ventilação, pressionando o sistema elétrico.
O consumo de energia elétrica no Brasil apresentou crescimento expressivo ao longo de 2025 e nos primeiros meses de 2026, impulsionado pelas sucessivas ondas de calor e por temperaturas recordes registradas em diversas regiões do país. Estimativas do setor elétrico indicam que a demanda nacional avançou cerca de 4,5% em 2025, ritmo superior ao observado em 2024 (2,1%) e 2023 (1,8%).

Nos meses mais críticos do verão, especialmente entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o aumento do consumo chegou a 6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo o uso intensivo de sistemas de climatização. Em alguns dias de pico, a carga instantânea do Sistema Interligado Nacional (SIN) superou os 105 mil megawatts (MW), aproximando-se de recordes históricos.
O crescimento foi mais acentuado nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde a demanda avançou aproximadamente 5,2% em 2025, seguidas pelo Nordeste (4,8%) e pelo Sul (3,6%). O setor residencial liderou a alta, com expansão estimada de 6,5%, enquanto os segmentos comercial e de serviços registraram crescimento próximo de 5%.
“O calor extremo tem alterado de forma estrutural o perfil de consumo de energia no Brasil. O que antes era concentrado em poucos meses passou a se estender por períodos mais longos, elevando a carga média e os picos do sistema”, avalia Nilo Quaresma Neto, CEO da EPCOR Energia (foto).
Para efeito de comparação, a média de crescimento anual do consumo de energia entre 2015 e 2019 foi de aproximadamente 1,5%, evidenciando a mudança recente no comportamento da demanda. O cenário reforça a necessidade de planejamento energético, expansão da oferta, investimentos em fontes renováveis e políticas de eficiência energética.
“O aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor já não é um evento pontual. Trata-se de uma tendência associada às mudanças climáticas, que deve continuar impactando diretamente o consumo de energia nos próximos anos”, ressalta Nilo. “As projeções climáticas indicam verões cada vez mais longos e quentes, o que tende a elevar de forma estrutural a demanda por energia elétrica no Brasil”, completa o CEO da EPCOR.
Caso as condições climáticas extremas persistam ao longo de 2026, projeções preliminares apontam para um novo crescimento do consumo entre 3,5% e 4%, mantendo o sistema elétrico sob atenção constante para garantir segurança no abastecimento.

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