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Brasil deve ampliar matriz elétrica em mais de 9 GW em 2026, com renováveis liderando expansão

Brasil deve ampliar matriz elétrica em mais de 9 GW em 2026, com renováveis liderando expansão

Projeção da Aneel indica crescimento 23% superior a 2025 e reforça protagonismo da energia limpa na segurança energética nacional.

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A matriz elétrica brasileira deve ganhar um reforço expressivo em 2026. Projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam para a adição de 9.142 megawatts (MW) à capacidade instalada do país no próximo ano, segundo dados do Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (Ralie). O volume representa um crescimento de 23,4% em relação a 2025, quando foram incorporados 7.403,54 MW ao sistema elétrico nacional.

O avanço ocorre em um contexto de forte presença das fontes renováveis. No início de 2026, o Brasil alcançou 215,9 gigawatts (GW) de potência instalada em usinas centralizadas, de acordo com o Sistema de Informações de Geração da Aneel (Siga). Desse total, 84,63% da capacidade em operação provém de fontes limpas, como hidrelétrica, eólica, solar e biomassa, um dos maiores percentuais do mundo.

Para a Aneel, essa composição reforça o papel estratégico da matriz elétrica brasileira, tanto na segurança do fornecimento de energia quanto no cumprimento das metas ambientais e climáticas internacionais. A elevada participação de fontes renováveis reduz a dependência de combustíveis fósseis e fortalece a resiliência do sistema frente a oscilações de mercado e eventos climáticos.

O desempenho de 2025 confirma essa trajetória. Ao longo do ano, 136 novas usinas entraram em operação comercial no país. A energia solar fotovoltaica liderou a expansão, com 2.815,84 MW adicionados a partir de 63 usinas. Na sequência, as termelétricas contribuíram com 2.505,77 MW (15 unidades), enquanto a energia eólica respondeu por 1.825,90 MW, distribuídos em 43 parques eólicos. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 199,34 MW, além de outras usinas hidrelétricas e centrais de menor porte.

A expansão também foi marcada por uma distribuição geográfica diversificada, alcançando 17 estados brasileiros. O Rio de Janeiro liderou os acréscimos de capacidade em 2025, com 1.681 MW, seguido por Bahia (1.371 MW) e Minas Gerais (1.294 MW). A descentralização dos investimentos evidencia um planejamento energético de alcance nacional, voltado ao equilíbrio regional do suprimento.

Com a maior parte da nova capacidade prevista para 2026 vinda de fontes renováveis, a Aneel projeta um crescimento sustentado do setor elétrico, alinhado à transição energética. O monitoramento contínuo por meio do Ralie e do Siga busca assegurar que a expansão da geração ocorra de forma planejada, segura e ambientalmente responsável, consolidando o Brasil como referência global em matriz elétrica limpa e diversificada.

Ranking projetado de países por capacidade instalada de geração elétrica em 2026 (estimativa):

Com base em projeções de organismos internacionais do setor energético, o Brasil deve manter a posição de destaque no cenário global em 2026, especialmente pelo peso das fontes renováveis em sua matriz elétrica. A estimativa de ranking por capacidade total instalada é a seguinte:

1º China – Líder global absoluto, com forte expansão em solar, eólica e hidrelétricas, além de grandes projetos híbridos.
2º Estados Unidos – Crescimento sustentado, impulsionado por solar, eólica onshore e offshore, além de modernização da rede.
3º Índia – Avanço acelerado em energia solar e eólica para atender à crescente demanda industrial e urbana.
4º Brasil – Destaque mundial pela alta participação de fontes renováveis, com expansão consistente de solar e eólica.
5º Alemanha – Forte transição energética, com foco em eólica offshore, solar distribuída e armazenamento.
6º Japão – Estabilidade na capacidade total, com aumento gradual de renováveis e foco em eficiência energética.
7º Canadá – Matriz majoritariamente limpa, sustentada por hidrelétricas e crescimento em eólica.
8º França – Base nuclear robusta, com expansão complementar de solar e eólica.
9º Reino Unido – Crescimento relevante em eólica offshore e projetos de transição energética.
10º Austrália – Forte expansão solar e eólica, impulsionada por políticas de descarbonização.

A projeção reforça o posicionamento estratégico do Brasil entre os líderes globais em geração elétrica, não apenas pelo volume instalado, mas pela qualidade ambiental da matriz, cada vez mais baseada em fontes limpas e renováveis. A expectativa é que o país continue ganhando relevância internacional como referência em segurança energética e transição sustentável.

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