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Axia Energia migra para o Novo Mercado da B3 e anuncia modernização da UHE Luiz Gonzaga
Empresa avança em governança corporativa, unifica ações e firma contrato com a Voith para ampliar eficiência, capacidade e digitalização de usina hidrelétrica no rio São Francisco.
A Axia Energia aprovou, em assembleia extraordinária realizada na última semana, a migração de suas ações para o Novo Mercado da B3, consolidando um movimento estratégico voltado ao fortalecimento da governança corporativa e à ampliação da atratividade junto ao mercado de capitais. A decisão marca uma nova etapa na trajetória da companhia, com impactos diretos sobre sua estrutura acionária e política de relacionamento com investidores.
A reorganização prevê a conversão das ações preferenciais PNA1 e PNB1 em ações ordinárias, na proporção de 1,1 para cada papel, promovendo a unificação de direitos e ampliando a participação dos acionistas nas decisões estratégicas. Atualmente, os detentores de preferenciais contam com dividendos ao menos 10% superiores, diferencial que, segundo a companhia, será preservado economicamente na nova estrutura. A migração ao Novo Mercado tende a elevar a liquidez dos papéis, aumentar a transparência e contribuir para uma eventual melhora na percepção de risco por parte dos investidores.
O movimento dá continuidade a um planejamento iniciado em 2022, interrompido durante o processo de reestruturação pós-privatização e retomado no fim de 2025. Mesmo com a simplificação da estrutura, permanecem instrumentos relevantes, como as ações PNC, criadas para viabilizar bonificação bilionária e a “golden share” detida pela União, que garante poder de veto em decisões estratégicas. A efetivação da migração ainda depende de aval formal da B3 e da anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica.
Projeto de retrofit moderniza hidrelétrica Luiz Gonzaga
Paralelamente ao avanço em governança, a Axia reforça sua estratégia operacional com a assinatura de um contrato com a Voith para a modernização e digitalização da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, no rio São Francisco. O projeto representa o primeiro grande retrofit da usina desde sua entrada em operação, em 1988, e tem como objetivo elevar a eficiência energética, ampliar a confiabilidade e prolongar a vida útil do ativo.
Com capacidade instalada de 1.479,6 MW, distribuída em seis unidades geradoras com turbinas Francis, a usina passará por uma reforma completa, incluindo novos rotores com ganhos hidráulicos, substituição de enrolamentos, atualização de sistemas de controle e digitalização das salas de comando. O escopo também contempla melhorias em sistemas auxiliares e de proteção, alinhando o ativo a padrões mais avançados de operação.
Além da modernização, o projeto está integrado a uma estratégia de expansão de capacidade. Após vencer o Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP), a Axia prevê um incremento de 246,6 MW na usina, consolidando o ativo como peça-chave em seu portfólio de geração. A parceria com a Voith, nesse contexto, reforça o posicionamento da companhia em eficiência operacional e inovação tecnológica no setor elétrico brasileiro.

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