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Alta de imposto de 35% sobre painéis solares deve impactar preços e ritmo de novos projetos

Alta de imposto de 35% sobre painéis solares deve impactar preços e ritmo de novos projetos

Especialistas alertam: aumentos de impostos podem encarecer sistemas fotovoltaicos e reduzir competitividade, quem investir mais cedo pode economizar e garantir retorno antes da nova alíquota máxima.

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O mercado de energia solar no Brasil vive um momento de oportunidade, mas também de pressão de custos. Com o cronograma de elevação gradativa do imposto de importação sobre painéis solares, que pode chegar a até 35% até julho de 2026, quem adquirir módulos hoje garante preço mais competitivo e retorno financeiro mais rápido do investimento.

Esse aumento tributário previsto impacta principalmente os painéis importados, que representam a maioria dos módulos vendidos no país, e tende a elevar o custo final das instalações residenciais, comerciais e industriais se postergadas para depois do prazo. Empresários do setor e consumidores conscientes já estão acelerando projetos para evitar o encarecimento futuro.

Os painéis solares representam uma parte substancial do custo total de um sistema fotovoltaico. Com o imposto de importação chegando ao patamar de 35% em julho de 2026, o valor desses equipamentos deve subir na mesma proporção, o que pode aumentar o preço final da instalação para residências, comércios e indústrias.

Segundo projeções do setor, esse aumento tributário pode encarecer significativamente equipamentos importados, que constituem a grande maioria dos painéis usados no Brasil, e frear parte da demanda que vinha crescendo nos últimos anos com o barateamento da energia solar.

A decisão do governo federal, sob a gestão do presidente Lula, tem gerado forte preocupação entre especialistas, investidores e representantes do setor de energia renovável. A medida vai na contramão do discurso oficial de transição energética, reindustrialização verde e combate às mudanças climáticas, além de colocar em risco um dos segmentos que mais crescem no país, responsável por milhões de empregos e bilhões de reais em investimentos privados.

Entidades do setor alertam que a elevação abrupta da carga tributária pode inviabilizar projetos já planejados, afetar a previsibilidade do mercado e colocar em risco empregos ao longo de toda a cadeia solar, que vai da fabricação de equipamentos à instalação, operação e manutenção dos sistemas.

O risco de encarecimento e cancelamento de projetos

A ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) tem sido vocal ao alertar que a elevação de impostos pode “inviabilizar projetos, colocando em risco mais de 25 GW de capacidade instalada, cerca de R$ 97 bilhões em investimentos e milhares de empregos ligados ao setor”.

Além disso, a entidade enviou ofícios ao Ministério da Indústria e Comércio pedindo uma revisão mais suave da elevação, sugerindo, por exemplo, alíquotas menores ou prazos mais longos para adaptação, exatamente para mitigar a interrupção de grandes usinas já programadas para instalação nos próximos anos.

Benefícios de antecipar a compra agora

  • Menor custo do equipamento: comprar antes da elevação para 35% significa aproveitar preços mais baixos de painéis importados;
  • Payback mais rápido: com investimentos feitos agora, o período de retorno do investimento tende a ser mais curto do que com custos futuros mais altos;
  • Maior previsibilidade: instaladores e consumidores evitam surpresas de preços até 2026;
  • Valorização do imóvel: sistemas solares aumentam o valor de imóveis residenciais e comerciais, um diferencial competitivo no mercado imobiliário.

Consultores do setor afirmam que quanto antes a instalação for feita, mais vantagem econômica para o consumidor, especialmente considerando que a queda nos preços de energia elétrica e o aumento das tarifas de importação criarão um ambiente mais caro para painéis após julho de 2026, quando a alíquota máxima de imposto estiver em vigor.

Ranking global: os maiores fabricantes de painéis solares do mundo

O setor de módulos fotovoltaicos é altamente concentrado, com as maiores empresas respondendo por grande parte da produção global. Dados mostram que, em 2024, os dez maiores fabricantes representaram mais de 75% do mercado mundial, com volume anual que ultrapassou centenas de gigawatts embarcados globalmente.

Principais fabricantes globais (2023/2024)

  • Jinko Solar – líder mundial em embarque de painéis;
  • Trina Solar – forte protagonista com volumes superiores a 65 GW;
  • Longi – destaque em qualidade e participação de mercado;
  • JA Solar – presença robusta e confiabilidade internacional;
  • Canadian Solar, TW Solar, Astronergy, Risen, DAS Solar e GCL completam o grupo dos maiores em volume global.

Outro estudo independente também lista os gigantes do setor com base em capacidade e produção global, incluindo nomes como DMEGC Solar, Qcells e Adani Solar entre os principais fabricantes do mundo. Ou seja: escolher painéis de marcas reconhecidas globalmente pode significar maior eficiência, confiabilidade e garantia de desempenho.

Ranking no Brasil: quem lidera o mercado de módulos

O mercado brasileiro também segue a dominância das grandes fabricantes globais, com destaque para empresas que mais exportam para o país:

Principais fornecedores no Brasil

  • Jinko Solar – maior volume de módulos importados em 2023;
  • Canadian Solar – segundo maior fornecedor de painéis ao Brasil;
  • JA Solar, Risen Energy, Sunova Solar e LONGi também estão entre os principais nomes importados no país.

Além disso, estudos de mercado mostram que entre as marcas mais lembradas e usadas pelos instaladores brasileiros estão Sunova Solar, figurando entre as mais reconhecidas no Brasil — com mais de 1 GW em módulos já instalados no país e cerca de 5% do mercado de importação de módulos.

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