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Aeroporto de Florianópolis acelera eletrificação, corta custos e lidera ranking nacional pela 6ª vez
Com frota elétrica no pátio, economia de R$ 1,3 milhão e nota recorde de satisfação, terminal se consolida como o mais eficiente do Brasil.
O Aeroporto Internacional de Florianópolis / Hercílio Luz deu um passo relevante na modernização de suas operações ao incorporar nove veículos elétricos ao pátio aeroportuário. A iniciativa, resultado de cerca de dois anos de estudos e testes técnicos, posiciona o terminal entre os mais avançados do país na agenda de descarbonização da aviação de apoio em solo.
Os equipamentos, do modelo Fever ALKE ATX 340EH, passam a substituir gradualmente unidades movidas a diesel em atividades críticas como atendimento a aeronaves, transporte de bagagens e movimentação de cargas. A mudança tem impacto direto na eficiência operacional e na sustentabilidade das operações, dois vetores cada vez mais pressionados por exigências regulatórias e metas ambientais do setor aéreo.
Na prática, cada veículo elétrico deverá rodar cerca de 50 mil quilômetros por ano no pátio. Ao longo de cinco anos, a substituição dos modelos a combustão permitirá evitar a emissão de aproximadamente 60 toneladas de CO2 por unidade, o equivalente a mais de 500 toneladas de dióxido de carbono evitadas considerando toda a frota. O número reforça o papel da eletrificação como alavanca concreta na redução da pegada de carbono das operações aeroportuárias.
Além do ganho ambiental, o projeto apresenta uma equação financeira robusta. O custo de operação e manutenção de um trator a diesel gira em torno de R$ 270 mil em cinco anos, enquanto os modelos elétricos devem demandar cerca de R$ 120 mil no mesmo período. A economia média estimada é de R$ 150 mil por veículo, superando R$ 1,3 milhão para o conjunto da frota, resultado impulsionado principalmente pela eliminação do consumo de combustíveis fósseis e pela menor necessidade de manutenção mecânica.
A transição exigiu adaptações relevantes na infraestrutura do aeroporto, com a instalação de sistemas de recarga e a capacitação das equipes operacionais para lidar com a nova tecnologia. O movimento também antecipa uma tendência global: a eletrificação progressiva dos equipamentos de ground handling, considerados um dos principais focos de emissões indiretas nos aeroportos.
No campo operacional, os benefícios extrapolam os indicadores financeiros e ambientais. A redução de ruído, a melhora na qualidade do ar e o maior conforto térmico nas áreas de trabalho contribuem para condições mais adequadas às equipes que atuam no pátio, um fator que ganha peso em ambientes de alta intensidade operacional.
Ao avançar na substituição de sua frota de apoio em solo, o aeroporto de Florianópolis consolida uma estratégia alinhada às melhores práticas internacionais e reforça o papel da infraestrutura aeroportuária brasileira na transição energética, um movimento que tende a ganhar escala nos próximos anos diante da pressão por eficiência, competitividade e sustentabilidade.
Florianópolis lidera ranking nacional e consolida aeroporto entre os mais eficientes do Brasil
O Aeroporto Internacional de Florianópolis reafirmou sua posição de destaque no setor aéreo brasileiro ao ser eleito, neste mês de março/2026, pela sexta vez consecutiva, o melhor aeroporto do país. A premiação, considerada a mais relevante da aviação civil nacional, é conduzida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.
O terminal catarinense alcançou a maior média de satisfação geral entre os 20 maiores aeroportos do Brasil avaliados ao longo de 2025, independentemente da categoria. Com nota média de 4,75 em uma escala de 1 a 5, Florianópolis foi o único aeroporto do país a superar o patamar de 4,7 no período, com pico mensal de 4,80, um desempenho que reforça a consistência operacional e a qualidade dos serviços oferecidos.
O resultado ganha ainda mais relevância diante do crescimento do fluxo de passageiros. O aeroporto encerrou o ano com mais de 5 milhões de usuários, superando o desempenho de 2024 e elevando o terminal a um novo patamar dentro da pesquisa. Com isso, passou a integrar o grupo de aeroportos que movimentam entre 5 e 10 milhões de passageiros por ano, uma faixa que exige maior robustez operacional e capacidade de gestão.
A pesquisa ouviu aproximadamente 100 mil usuários em todo o país, consolidando-se como um dos principais termômetros da percepção do público sobre os serviços aeroportuários no Brasil.

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