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Axia e Alupar arrematam relicitação de transmissão com deságio de 53% e R$ 1,8 bilhão em investimentos
Leilão da Aneel destrava projetos paralisados da antiga MEZ Energia e viabiliza novas obras em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com previsão de mais de 4 mil empregos.
A segunda rodada do Leilão de Transmissão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizada nesta sexta-feira (3), marcou a retomada de investimentos considerados estratégicos para o sistema elétrico brasileiro.
Axia e o Consórcio Olympus, formado por Alupar e Infra II Investment, conquistaram os quatro lotes relictados ao oferecerem um deságio médio de 53,2% sobre a Receita Anual Permitida (RAP), viabilizando cerca de R$ 1,8 bilhão em novos investimentos.
Os projetos haviam sido originalmente concedidos à MEZ Energia, mas retornaram ao mercado após a empresa perder as concessões por não cumprir os cronogramas de implantação.
Com a nova licitação, os empreendimentos voltam ao calendário de expansão da transmissão de energia, preservando os prazos estabelecidos pela Aneel para entrada em operação e reduzindo o risco de atrasos em regiões que demandam reforços na rede elétrica.
As obras contemplam empreendimentos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, somando 61 quilômetros de novas linhas de transmissão e 2.400 MVA de capacidade adicional em subestações.
A expectativa é de criação de mais de 4 mil empregos diretos durante a fase de construção, além de ampliar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional em áreas com crescimento da demanda e expansão da geração de energia.
O maior ativo do certame foi o Lote 7, em São Paulo, com investimento previsto superior a R$ 1 bilhão. Os demais lotes, distribuídos entre São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, deverão entrar em operação até o fim de 2029, enquanto o maior empreendimento tem conclusão prevista para 2031.
Para o mercado, o resultado reforça o apetite dos investidores pelo segmento de transmissão, considerado um dos mais estáveis do setor elétrico devido à previsibilidade das receitas reguladas.
O elevado deságio obtido no leilão também evidencia a competição entre os grupos interessados e sinaliza confiança na capacidade de execução dos projetos, que serão fundamentais para acompanhar o crescimento da geração renovável e fortalecer a infraestrutura energética do país nos próximos anos.

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