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Curtailment no Nordeste alcança nível equivalente à potência de Itaipu e amplia pressão por solução regulatória
Cortes na geração renovável superaram 14 GW em um único dia, reforçando desafios da expansão da energia eólica e solar e da infraestrutura de transmissão no país.
O aumento das restrições à geração de energia renovável voltou a evidenciar os desafios estruturais do sistema elétrico brasileiro. No último domingo (28/6), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou um pico de 14.278 MW de geração eólica e solar limitada no Nordeste, volume equivalente à capacidade instalada da hidrelétrica de Itaipu. A medida foi adotada para preservar a segurança operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante do excesso de oferta de energia e das restrições na rede de transmissão.
Segundo o Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO), os cortes ocorreram durante praticamente todo o dia, motivados por restrições regionais, intervenções na rede e necessidade de controle de frequência. O fenômeno, conhecido como curtailment, ocorre quando usinas são obrigadas a reduzir ou interromper a produção mesmo com condições favoráveis para gerar energia, situação que tem se tornado cada vez mais frequente nas regiões com elevada participação de fontes renováveis.
O episódio reforça a urgência de uma definição regulatória sobre o tema. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda discute as regras que deverão disciplinar os cortes de geração e eventual compensação financeira aos empreendimentos afetados. Enquanto o ONS considera o curtailment uma ferramenta indispensável para garantir a estabilidade do sistema elétrico, investidores e geradores defendem maior previsibilidade regulatória e a aceleração de investimentos em transmissão e armazenamento de energia para reduzir as limitações operacionais.

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