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Geração solar distribuída supera 4,3 milhões de conexões e reforça protagonismo do consumidor na expansão energética

Geração solar distribuída supera 4,3 milhões de conexões e reforça protagonismo do consumidor na expansão energética

Com 202 mil novos sistemas instalados em 2026, mercado mantém ritmo acelerado de crescimento; residências representam 84% das conexões e Centro-Oeste lidera penetração da tecnologia no país.

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A geração distribuída (GD) solar fotovoltaica segue consolidando sua posição como um dos principais vetores de transformação do setor elétrico brasileiro. Dados compilados pela Solfácil, com base nos registros da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostram que o país alcançou 4,321 milhões de conexões ativas até abril de 2026, ampliando a participação dos consumidores na produção da própria energia.

Nos quatro primeiros meses do ano, foram adicionadas cerca de 202 mil novas instalações, evidenciando a continuidade do ciclo de expansão iniciado na última década. A evolução do segmento revela a velocidade da adoção da tecnologia: em 2020, o Brasil contabilizava pouco mais de 400 mil sistemas conectados. Cinco anos depois, o volume já supera a marca de 4 milhões de unidades.

O avanço permanece fortemente concentrado no mercado residencial, responsável por 84% das usinas em operação. O segmento comercial responde por 6% das conexões, seguido pelo setor rural, com 5%, e pela indústria, com 1%.

O perfil das instalações também confirma a predominância dos consumidores residenciais. Sistemas com potência entre 3 e 6 kWp representam 54% do mercado nacional, enquanto projetos entre 6 e 10 kWp respondem por 24% das conexões. As demais faixas de potência dividem o restante da base instalada.

Em termos de capacidade adicionada, o setor mantém patamar elevado de investimentos. Após registrar recorde de 10,2 GWp instalados em 2024 e adicionar outros 9,2 GWp em 2025, a geração distribuída já incorporou 1,8 GWp à matriz elétrica brasileira apenas no primeiro quadrimestre deste ano.

São Paulo lidera expansão; Centro-Oeste avança em maturidade

No recorte regional, São Paulo segue como principal mercado para novos projetos, com 119 mil conexões homologadas nos últimos 12 meses. Minas Gerais aparece em seguida, com 61 mil instalações, seguido por Paraná (54 mil), Mato Grosso (48 mil) e Bahia (44 mil).

Entre os municípios, Cuiabá liderou a expansão recente, com cerca de 9 mil novos sistemas conectados. Brasília registrou 8 mil instalações, enquanto Campo Grande e Rio de Janeiro adicionaram aproximadamente 7 mil conexões cada. Petrolina, em Pernambuco, completa o ranking com 6 mil novos projetos.

Embora o Sudeste concentre o maior volume absoluto de sistemas, o Centro-Oeste se destaca pelo grau de penetração da tecnologia. A região atingiu índice de 12,4% de unidades consumidoras atendidas por geração solar distribuída, significativamente acima da média nacional de 8,1%.

O ranking regional de penetração da GD solar é liderado pelo Centro-Oeste (12,4%), seguido pelo Sul (9,3%), Sudeste (8,2%), Norte (6,8%) e Nordeste (6,5%).

Os números reforçam a consolidação da geração distribuída como um dos pilares da transição energética brasileira. Além de ampliar a diversificação da matriz elétrica, o modelo transfere parte dos investimentos em infraestrutura para a ponta consumidora, contribuindo para reduzir a pressão sobre o sistema elétrico e aumentar a eficiência energética do país.

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