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TelComp pede inclusão do setor de telecom em regras da Arsesp para obras em áreas públicas

TelComp pede inclusão do setor de telecom em regras da Arsesp para obras em áreas públicas

Associação defende reconhecimento das redes de telecomunicações como infraestrutura crítica e maior coordenação entre setores que compartilham o espaço urbano.

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A Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) apresentou contribuições à Consulta Pública nº 08/2026 da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que discute a criação de um Manual de Requisitos Mínimos e Boas Práticas para intervenções em áreas públicas.

A iniciativa da agência busca estabelecer diretrizes voltadas à prevenção de danos, à segurança operacional, à padronização de procedimentos e à coordenação entre prestadores de serviços regulados pela Arsesp durante a realização de obras e intervenções em espaços públicos.

Embora a proposta tenha como foco os setores regulados pela agência, a TelComp decidiu participar do debate por considerar que o tema impacta diretamente as operações de telecomunicações. Isso porque o manual aborda de forma ampla elementos de infraestrutura, incluindo redes, cabos, dutos, conduítes e outras estruturas utilizadas pelas empresas de telecom.

Redes de telecom devem ser tratadas como infraestrutura essencial

Nas contribuições enviadas à consulta, a entidade defende maior clareza sobre o alcance das futuras regras e propõe o reconhecimento explícito das redes de telecomunicações como infraestruturas críticas.

Segundo a associação, a formulação de normas eficazes deve levar em consideração o papel estratégico das telecomunicações para o funcionamento das cidades, tanto pela relevância dos serviços prestados quanto pela presença das redes em obras e intervenções realizadas no espaço urbano.

Entidade sugere matriz de risco e proteção de informações sensíveis

A TelComp também destacou a necessidade de aperfeiçoamentos em pontos considerados fundamentais para a aplicação prática do manual. Entre eles estão a adoção de uma matriz de risco proporcional, a definição de prazos objetivos para o fornecimento de cadastros e orientações técnicas, a proteção de informações sensíveis e o equilíbrio na atribuição de responsabilidades por eventuais danos.

A associação ainda propõe tratamento específico para obras emergenciais e a participação efetiva do setor de telecomunicações nos mecanismos de governança relacionados ao tema.

Planejamento integrado pode reduzir riscos e interrupções

Outro ponto enfatizado pela entidade é o fortalecimento da coordenação técnica entre os diferentes setores que compartilham a infraestrutura urbana. Para a TelComp, mecanismos de cooperação e planejamento conjunto podem contribuir para reduzir riscos operacionais, evitar danos às redes e garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

“A TelComp apoia a iniciativa da Arsesp de fortalecer a segurança em obras de infraestrutura urbana. Para que as regras sejam eficazes e aplicáveis, é essencial que sua construção envolva os setores que compartilham o espaço público e convivem diariamente com interferências entre redes”, afirmou Felipe Aguiar, gerente de Projetos e Infraestrutura da TelComp.

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