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Bow-e nomeia Ciro Neto como CEO e acelera estratégia para abertura do mercado de energia
Nomeação ocorre em meio à corrida pela abertura total do mercado livre de energia, com empresa mirando escala, eficiência e liderança no novo ciclo do setor elétrico brasileiro.
A Bow-e, empresa do Grupo Bolt voltada à geração distribuída e ao mercado livre de energia, anunciou a nomeação de Ciro Neto como novo CEO. O executivo assume com a missão de expandir a atuação no varejo e posicionar a companhia para o novo ciclo de crescimento do setor elétrico brasileiro.
Ciro Neto é executivo com 20 anos de experiência no setor de Telecomunicações e há 5 anos atua no setor de Energia. Foi Diretor de Comercialização da Auren.
A mudança na liderança ocorre em meio às expectativas de abertura total do mercado livre de energia até 2028, movimento que deve permitir o acesso de cerca de 89 milhões de unidades consumidoras ao ambiente de contratação livre. A transição pode destravar um mercado estimado em mais de R$ 250 bilhões, ampliando a competição e exigindo maior eficiência das comercializadoras e empresas de geração distribuída.
Segundo a companhia, Ciro Neto chega com foco em ganho de escala, melhoria operacional e antecipação de tendências regulatórias. “O objetivo é preparar a Bow-e para capturar as oportunidades desse momento de transformação, com crescimento sustentável e aumento de competitividade”, afirmou o executivo.
Os números recentes reforçam a estratégia de expansão. A Bow-e encerrou 2025 com 15 mil clientes e faturamento mensal de R$ 10 milhões, avanço de cinco vezes em relação ao ano anterior. No período, os consumidores atendidos economizaram R$ 33 milhões em suas contas de energia. Para 2026, a empresa projeta atingir mais de 45 mil clientes, superar R$ 30 milhões de receita mensal e gerar economia anual de R$ 57 milhões.
Controlada pelo Grupo Bolt, a Bow-e integra um ecossistema que atua em diferentes frentes do setor energético, incluindo trading, soluções estruturadas para grandes consumidores e projetos de geração distribuída. Com faturamento superior a R$ 1 bilhão, o grupo busca ampliar sua presença no mercado livre em um cenário de abertura e maior sofisticação das demandas energéticas no país.

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