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Auren e Votorantim fecham acordo de energia renovável para sustentar ciclo de R$ 5 BI no Brasil

Auren e Votorantim fecham acordo de energia renovável para sustentar ciclo de R$ 5 BI no Brasil

Contrato de longo prazo eleva participação de fontes limpas a mais de 90% nas operações da cimenteira e reforça modelo de autoprodução no ACL.

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A Auren Energia e a Votorantim Cimentos firmaram um contrato de compra de energia de longo prazo que garantirá fornecimento renovável às operações da cimenteira no Brasil, em linha com o plano de investimentos de R$ 5 bilhões previsto entre 2024 e 2028.

A energia será proveniente do Complexo Eólico Cajuína I, localizado em Lajes (RN), com início de suprimento previsto para março. Com o acordo, mais de 90% do consumo elétrico da Votorantim Cimentos no país passará a ter origem em fontes renováveis.

Complexo Eólico Cajuína I, localizado em Lajes (RN)Além da contratação da energia, a cimenteira passará a deter participação no empreendimento de geração, estruturando o modelo de autoprodução por equiparação. A estratégia garante lastro físico renovável às operações industriais e fortalece as metas corporativas de redução de emissões indiretas.

O contrato foi celebrado no Ambiente de Contratação Livre (ACL), modelo que permite a grandes consumidores negociar diretamente com geradores. A modalidade amplia a previsibilidade de custos, reduz a exposição à volatilidade tarifária e reforça a segurança energética, fator estratégico para indústrias eletrointensivas em ciclo de expansão.

A relação societária entre as companhias, ambas ligadas ao Grupo Votorantim, contribuiu para a modelagem do negócio e para a integração entre planejamento energético e estratégia industrial.

Expansão produtiva em várias regiões

O acordo sustenta um amplo programa de crescimento da capacidade produtiva. Entre os projetos previstos está a construção de uma nova fábrica de argamassas em Edealina (GO), com capacidade de 300 mil toneladas por ano e início de operação estimado para 2027.

Na mesma cidade, a planta de cimento passa por ampliação com a implantação de uma nova linha de moagem que dobrará a capacidade instalada para cerca de 2 milhões de toneladas anuais. O novo moinho chegou ao país em janeiro e a previsão é que entre em operação em abril de 2026.

O plano inclui ainda a modernização do forno da unidade de Xambioá (TO), a religação de moinhos em Esteio (RS) e Laranjeiras (SE), além da ampliação já concluída em Salto de Pirapora (SP) e da retomada de operações na região Sul. Somadas, as iniciativas devem acrescentar cerca de 3,7 milhões de toneladas por ano à capacidade produtiva total da companhia.

Na unidade de Nobres (MT), será instalada uma nova moagem de cimento, elevando a capacidade para 1,2 milhão de toneladas anuais. No mesmo complexo, a produção de calcário agrícola será ampliada para 900 mil toneladas por ano.

Até o terceiro trimestre de 2025, aproximadamente R$ 2,4 bilhões do plano já estavam executados ou em andamento, com obras e contratos distribuídos por diversas regiões do país.

A operação evidencia uma tendência crescente na indústria pesada brasileira: vincular expansão produtiva à contratação estruturada de energia limpa. Ao associar investimentos industriais à geração renovável dedicada, as companhias reduzem riscos do setor elétrico, ganham previsibilidade financeira e reforçam compromissos ambientais.

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