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Ada Infrastructure inicia construção do primeiro campus de data centers no Brasil e aposta em demanda de IA e nuvem

Ada Infrastructure inicia construção do primeiro campus de data centers no Brasil e aposta em demanda de IA e nuvem

Empresa escolhe Grande São Paulo para estrear na América Latina com projeto de 300 MW voltado a hiperescaladores e inteligência artificial.

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A Ada Infrastructure oficializou sua entrada no mercado latino-americano ao iniciar as obras do campus GRU10, seu primeiro complexo de data centers no Brasil. Localizado em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, o empreendimento representa um dos maiores investimentos da companhia em infraestrutura digital e foi projetado para atender à crescente demanda por serviços de computação em nuvem, inteligência artificial (IA) e processamento de dados em larga escala.

O campus será desenvolvido em fases e contará, ao final do projeto, com duas subestações próprias que somarão capacidade energética de 300 MW. A primeira etapa contempla a construção de um edifício de data center e de uma subestação dedicada, enquanto o plano completo prevê até três edifícios preparados para operações de alta densidade computacional.

Brasil ganha protagonismo na expansão global da infraestrutura digital

A escolha do Brasil como primeiro destino da Ada Infrastructure na América Latina reforça o posicionamento estratégico do país no mercado global de data centers. A companhia aposta na combinação entre uma economia de grande escala, presença consolidada de provedores de nuvem, disponibilidade de energia renovável e demanda crescente por infraestrutura de tecnologia.

Segundo Adrian Olteanu, diretor global de Infraestrutura da Ada Infrastructure, o ambiente brasileiro reúne condições favoráveis para suportar a expansão dos grandes provedores de serviços digitais.

"O Brasil possui o maior mercado da América Latina, um ecossistema maduro de computação em nuvem e ampla oferta de energia renovável, fatores que tornam o campus GRU10 uma plataforma estratégica para clientes que buscam capacidade escalável de tecnologia da informação", afirmou.

Estrutura preparada para a nova geração da inteligência artificial

O empreendimento foi concebido para atender cargas de trabalho de alta performance, incluindo treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial, aprendizado de máquina e implantação de clusters de GPUs em larga escala, segmentos que vêm impulsionando uma nova onda global de investimentos em infraestrutura digital.

Marcelo Mendes Szwarcwing, diretor da Ada Infrastructure para a América Latina, afirmou que o projeto prioriza rapidez na entrega e flexibilidade operacional para acompanhar a velocidade de expansão dos clientes hiperescala.

"O GRU10 foi desenvolvido para oferecer infraestrutura de alta densidade, pronta para rack e capaz de atender aos prazos cada vez mais curtos exigidos pelo mercado de hiperescala", destacou.

Energia renovável reforça estratégia de sustentabilidade

A predominância de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira foi um dos principais fatores considerados pela companhia para a implantação do projeto. O uso de energia proveniente de hidrelétricas, parques eólicos e usinas solares contribui para reduzir a pegada de carbono das operações, alinhando o campus às metas globais de sustentabilidade do setor de data centers.

Além da infraestrutura energética própria, a empresa destaca que o projeto foi concebido para oferecer elevados padrões de eficiência operacional, segurança e confiabilidade, requisitos cada vez mais exigidos por empresas de tecnologia e provedores globais de serviços digitais.

Construção deverá mobilizar até mil trabalhadores

A fase inicial das obras deverá durar entre 18 e 24 meses e mobilizar até 1.000 profissionais no pico da construção. A Ada Infrastructure afirma que pretende priorizar a contratação de fornecedores e mão de obra locais, ampliando o impacto econômico do empreendimento na região de Franco da Rocha.

Com o início do GRU10, a companhia amplia seu portfólio global, que já reúne nove campi de data centers em operação ou desenvolvimento nos Estados Unidos, Reino Unido e Japão. A chegada ao Brasil reforça a corrida internacional por infraestrutura voltada à inteligência artificial e posiciona o país como um dos principais polos emergentes de data centers na América Latina.

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